uma menina que no terceiro ano do ensino médio, terminou um namoro de dois anos, e entrou num cursinho pré-vestibular, muitas mudanças, incluindo novas amizades. Certa vez, um desconhecido a adiciona no orkut "sou da sua sala! ;D" , ela aceita. Nos próximos dias ela foi descobrir que o menino desconhecido era o mesmo que a sua amiga loira TANTO falava. Eles começaram a conversar pela internet x:
Geralmente, eles se cumprimentavam quando se encontravam pelo corredor, mas nada que fosse muito relevante. Era véspera do "Dia dos Namorados", e ela não tinha um namorado, ele a chamou para ir ao cinema, mesmo desconfiada, ela aceitou.
No dia, ele ligou:
- Já estou aqui, tem uma sessão as 15:00h.
- Hm, pra que filme?
- Uma Noite no Museu 2.
- Pode ser. Já estou chegando, te encontro na frente do shopping.
Conforme o combinado, eles se encontraram na frente do shopping, e foram no cinema. Foi uma interação rápida,considerando os esporádicos cumprimentos no corredor para um cineminha no dia dos namorados.
No cinema:
eles sentam em umas cadeirinhas de triplas, um pouco no fundo, era a penultima fileira, talvez muito fundo.
- Quer bala? (ele)
- Quero.
- Tá meio frio aqui né?
- Não acho...
- Olha como minha mão está fria...
segurando a mão dele e sem necessidade de solta-la, os dedos se entrelaçaram facilmente. Ela riu baixinho. A sala foi ficando cada vez mais cheia. Tinham três lugares vagos na frente e três atras deles, uma mulher com duas crianças foram se acomodando na fileira da frente.
- merda! , ele disse baixinho, e ela riu, uma da cadeiras estava um pouco quebrada e a suposta familia, logo se retirou, ele fez uma expressão contente, mas pouco tempo depois, um homem e duas crianças sentaram nos ultimos três lugares vagos, a sala de um filme infantil em um shopping não muito popular deveria estar TÃO cheia? Enfim, ela levantou o apoio de braços que estava entre eles, o filme começou, e com tanta gente a sala nunca silenciava, por sorte, pois eles não paravam de falar. Até que, seus lábios se encontraram. Ela pensou "Feliz Dia dos Namorados" e quando houve um trégua, ele disse:
- Feliz Dia dos Namorados.
sintonia ou coincidência, tudo estava indo bem, a química também foi imediata. Os dois ficaram juntos o filme todo, e nenhuma criança conseguiu atrapalhar.
Quando o filme acabou, houve um concenso em sair do shopping. Estava frio e tinha chovido, mesmo assim os dois ficaram sentados em uns banquinhos em frente ao mercado, o telefone dele não parava de tocar, até que ele disse:
- Meu amigo acabou de me ligar e disse que viu minha mãe vindo pra cá.
- Qual é o carro da sua mãe?
- Um logan azul escuro.
- Parece com aquele que estava parado ali?, ela sinalizou
- Era aquele.
eles riram, e a conversa continuou fluindo. Parecia que eles se conheciam a anos, talvez estivessem mesmo sintonizados. Passadas algumas horas, eles precisavam ir, cada um para seus destinos. Ele para um churrasco com os amigos, e ela para aula.
Eles foram até o ponto de ônibus, e ela escolheu:
- Quero ficar de costas pra rua!
depois que passaram vários carros ele chegou a conclusão:
- Acho melhor EU ficar de costas para rua,
eles riram.
ele emprestou dinheiro para passagem dela, parecia mesmo que eles eram intimos a muito tempo... o ônibus chegou e ela foi.
nos outros dias, estava tudo normal, logo chegou as férias do meio de ano. Ela foi para praia com uma amiga, e ele ficou na cidade deles. As vezes ela se sentia insegura, sem saber se era correspondida, tentava evitar, mas pensava nele. Quando ela voltou, estava melhor que o esperado, ele continuava como sempre, carinhoso, e os dois estavam se entendendo bem. Foi a vez dele fazer a viagem de formatura, e quando voltou, as férias ja tinham acabado, eles se encontraram no cursinho. Ela não criou expectativas, e talvez isso a tenha prejudicado, mas ele foi além, talvez um pouco inseguro também. Ela foi conhecendo os amigos dele, e sem motivo nenhum, ele mudou, se afastou e ficou mais apreensivo. Ela não insistiu.
Hoje, ja se passaram dez meses, eles ainda se falam, e ainda se entendem, ele está namorando, ambos trabalhando, ela estudandoe acredita esta bem.
Talvez agora, ela entenda, que o que mais importa, é que ele esteja feliz, perto ou longe, acompanhado ou não, basta que esteja REALMENTE feliz, talvez a felicidade dela esteja incompleta, mas isso pouco importa!

